O Governo do Estado comemora o envio do PCCR para a Assembleia, afirma que é a maior conquista dos trabalhadores da educação nos últimos 30 anos, também diz que os professores vão ser mais valorizados, e que haverá um salto na qualidade de ensino no Pará.
Ou os professores estão desinformados ou o governo está querendo enganar ainda mais essa categoria, que deveria ser de pessoas conscientizadas, mas que no fundo não passa de um bando que olha apenas para o seu umbigo. Pois bem, se você professor é um daqueles que não participa de nenhuma mobilização, que sempre encontra uma desculpa para não estar presente em nenhum ato, saiba que não temos o que comemorar, se o PCCR for aprovado nos moldes atuais teremos muito mais perdas do que ganhos. Do ponto de vista financeiro o governo propõe pagar R$ 1.045,00 como piso de quem trabalha 40 horas semanais para professor especialista, mesmo que tenhamos 20% de hora pedagógica, no fundo teremos perdas abissais, visto que para conceder esse reajuste "enorme" de R$ 35,00 o governo cortará todos os abonos (GEP, FUNDEB, VALE REFEIÇÃO, VALE TRANSPORTE) que significará uma perda de aproximadamente R$ 500,00 nos já míseros salários do professor.
Do ponto de vista pedagógico os professores passarão a ser avaliados periodicamente - não tenho nenhum medo da avaliação, mas colocar nas costas dos professores todo o insucesso da educação é uma covardia total, já que para se ministrar uma boa aula precisa-se de preparação, mas também de um bom salário, de espaço físico adequado, de uma clientela que queira estudar. O que se ver hoje nas escolas são salas sem um mínimo de ventilação, com alunos e professores preocupados com o suor que cai dos seus rostos. Carteiras sem nenhum conforto, iluminação que não funciona, merenda que aparece de forma intermitente, alunos que só aparecem em dias de provas ou chegam constantemente atrasados, a tal da inclusão que coloca alunos que precisam de atenção constante e de profissionais que entendam o seu problema físico ou mental, todos juntos, parece uma utopia, mas na prática é o estado querendo se livrar dos encargos, transferindo-os para os educadores.
NÃO ESTAVA PENSANDO EM GREVE EM 2010, MAS PERCEBO QUE O (DES)GOVERNO ANA JÚLIA VEIO COM UM ÚNICO OBJETIVO PERSEGUIR OS PROFESSORES.